Esta versão é mais eficaz porque deixa de ser abstrata e passa a ser direta.
Fala com quem conduz, mostra uma situação real e indica ações concretas —
tendo em conta que nem todos percebem o perigo da mesma forma.
Nem todos ouvem o perigo.
A responsabilidade é de quem pode evitá-lo.
Em vez de diluir a responsabilidade, foca-se em quem tem maior impacto no risco.
Liga claramente decisão → consequência.
É este tipo de mensagem que muda comportamentos —
porque transforma uma ideia vaga em ações simples, claras e imediatas.

Esta campanha não é apenas vaga — está desalinhada com a evidência.
Estudos internacionais consistentes, incluindo análises de milhares de atropelamentos em cidades como Nova Iorque, mostram que a esmagadora maioria dos casos está associada a fatores do condutor: excesso de velocidade, não cedência de passagem e distração.
Ou seja, o risco não é distribuído de forma igual — é estruturalmente assimétrico.
Ao afirmar “todos somos vulneráveis”, a campanha cria um enquadramento incorreto.
Coloca no mesmo plano quem cria o risco e quem o sofre.
Isto contraria diretamente a abordagem Vision Zero, adotada em várias cidades e países, que parte de um princípio claro:
👉 o sistema deve proteger os mais vulneráveis, responsabilizando mais quem tem maior capacidade de causar dano.
Mais grave ainda: a própria missão da ANSR pressupõe atuação baseada em dados e evidência.
Uma campanha que ignora a distribuição real das causas dos acidentes não está alinhada com esse princípio.
Do ponto de vista técnico, isto tem consequências:
Campanhas eficazes, como as do Reino Unido ou de cidades com políticas Vision Zero, são claras e direcionadas:
Aqui, isso não acontece.
Esta campanha falha em dois níveis:
comunicação e evidência.
Não só não orienta comportamentos — como comunica uma ideia errada sobre o problema.
E quando uma entidade pública cuja missão é baseada em dados comunica contra os dados,
está a comprometer o impacto que deveria ter: salvar vidas.

Esta versão é mais eficaz porque deixa de ser abstrata e passa a ser direta.
Fala com quem conduz, mostra uma situação real e indica ações concretas.
Em vez de diluir a responsabilidade, foca-se em quem pode evitar o risco.
Liga claramente decisão → consequência.
É este tipo de mensagem que muda comportamentos — porque transforma uma ideia vaga em ações simples e imediatas.

Disclaimer: Esta imagem é só ilustrativa do que podia ser feito. Não existe
nenhuma associação com as entidades referidas servindo só para ilustração.
Esta campanha falha por ser vaga e pouco orientada para ação.
Não indica comportamentos concretos — não diz o que mudar nem como.
“Todos somos vulneráveis” dilui a responsabilidade de quem tem maior impacto no risco.
Fala para todos, mas não influencia ninguém em particular.
Não existe um público-alvo claro.
Usa uma imagem forte, mas sem ligar causa → consequência.
Mostra o resultado, mas não explica o que o evitava.
Do ponto de vista visual, a composição é pouco eficaz.
O capacete, o pedal e o sapato funcionam como elementos decorativos que distraem e não acrescentam mensagem.
A cena está desumanizada — vê-se o objeto (bicicleta), mas não a pessoa.
Sem presença humana, perde-se empatia e identificação.
Mistura sensibilização com fiscalização, sem eficácia em nenhum dos dois.
Não aumenta a perceção de risco nem promove mudança de comportamento.
Ignora fatores críticos como velocidade, distância de segurança ou distração.
Ou seja, não atua sobre as causas reais dos acidentes.
