21 Abril 2026

O que devia ser

Esta versão é mais eficaz porque deixa de ser abstrata e passa a ser direta.

Fala com quem conduz, mostra uma situação real e indica ações concretas —


tendo em conta que nem todos percebem o perigo da mesma forma.

  • Reduza a velocidade.
  • Mantenha distância.
  • Respeite a prioridade.
  • Não use o telemóvel.


Nem todos ouvem o perigo.


A responsabilidade é de quem pode evitá-lo.

Em vez de diluir a responsabilidade, foca-se em quem tem maior impacto no risco.

Liga claramente decisão → consequência.

É este tipo de mensagem que muda comportamentos —

porque transforma uma ideia vaga em ações simples, claras e imediatas.

Os erros

Esta campanha não é apenas vaga — está desalinhada com a evidência.

Estudos internacionais consistentes, incluindo análises de milhares de atropelamentos em cidades como Nova Iorque, mostram que a esmagadora maioria dos casos está associada a fatores do condutor: excesso de velocidade, não cedência de passagem e distração.


Ou seja, o risco não é distribuído de forma igual — é estruturalmente assimétrico.

Ao afirmar “todos somos vulneráveis”, a campanha cria um enquadramento incorreto.


Coloca no mesmo plano quem cria o risco e quem o sofre.

Isto contraria diretamente a abordagem Vision Zero, adotada em várias cidades e países, que parte de um princípio claro:


👉 o sistema deve proteger os mais vulneráveis, responsabilizando mais quem tem maior capacidade de causar dano.

Mais grave ainda: a própria missão da ANSR pressupõe atuação baseada em dados e evidência.


Uma campanha que ignora a distribuição real das causas dos acidentes não está alinhada com esse princípio.

Do ponto de vista técnico, isto tem consequências:

  • dilui a responsabilidade dos condutores
  • desvia o foco das causas principais (velocidade, prioridade, distração)
  • reduz a eficácia da comunicação na mudança de comportamento


Campanhas eficazes, como as do Reino Unido ou de cidades com políticas Vision Zero, são claras e direcionadas:

  • identificam o comportamento de risco
  • associam-no diretamente às consequências
  • e falam especificamente com quem tem de mudar


Aqui, isso não acontece.


Conclusão direta

Esta campanha falha em dois níveis:

comunicação e evidência.


Não só não orienta comportamentos — como comunica uma ideia errada sobre o problema.

E quando uma entidade pública cuja missão é baseada em dados comunica contra os dados,


está a comprometer o impacto que deveria ter: salvar vidas.

21 Abril 2026

O que devia ser

Esta versão é mais eficaz porque deixa de ser abstrata e passa a ser direta.


Fala com quem conduz, mostra uma situação real e indica ações concretas.

  • Reduz a velocidade.
  • Mantenha a distância.
  • Não uses o telemóvel.
  • Respeita a prioridade.

Em vez de diluir a responsabilidade, foca-se em quem pode evitar o risco.


Liga claramente decisão → consequência.

É este tipo de mensagem que muda comportamentos — porque transforma uma ideia vaga em ações simples e imediatas.

Disclaimer: Esta imagem é só ilustrativa do que podia ser feito. Não existe

nenhuma associação com as entidades referidas servindo só para ilustração.

Os erros

Esta campanha falha por ser vaga e pouco orientada para ação.

Não indica comportamentos concretos — não diz o que mudar nem como.


“Todos somos vulneráveis” dilui a responsabilidade de quem tem maior impacto no risco.

Fala para todos, mas não influencia ninguém em particular.


Não existe um público-alvo claro.

Usa uma imagem forte, mas sem ligar causa → consequência.


Mostra o resultado, mas não explica o que o evitava.

Do ponto de vista visual, a composição é pouco eficaz.


O capacete, o pedal e o sapato funcionam como elementos decorativos que distraem e não acrescentam mensagem.

A cena está desumanizada — vê-se o objeto (bicicleta), mas não a pessoa.


Sem presença humana, perde-se empatia e identificação.

Mistura sensibilização com fiscalização, sem eficácia em nenhum dos dois.


Não aumenta a perceção de risco nem promove mudança de comportamento.

Ignora fatores críticos como velocidade, distância de segurança ou distração.


Ou seja, não atua sobre as causas reais dos acidentes.